Governador do distrito de Caracas e aliado de Maduro morre de Covid-19

O governador do distrito de Caracas, o chavista Darío Vivas, morreu por complicações derivadas da Covid-19 nesta quinta-feira 13, menos de um mês após anunciar que fora diagnosticado com a doença. Vivas era aliado próximo de Nicolás Maduro.

“É com profundo pesar que recebemos a triste notícia da morte do nosso bom amigo Darío Vivas, um revolucionário, com quem compartilhamos corajosas lutas nas ruas de Caracas desde os anos 80 em defesa do povo e do país”, confirmou em redes sociais o procurador-geral, Tarek Saab, outro chavista veterano.

“Uma imensa tristeza retém nosso coração pela ida física de um grande irmão da vida, Darío Vivas. Um revolucionário a toda prova”, declarou o presidente Nicolás Maduro.

“Morreu em combate (…), cuidando da saúde e da vida de todos nós nesta dura batalha contra a pandemia”, declarou a vice-presidente Delcy Rodríguez, em meio a diversas mensagens de porta-vozes do governo de Nicolás Maduro sobre o falecimento de Vivas.

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Vivas, que tinha 70 anos, informou no dia 19 de julho que tinha contraído o coronavírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, e que estava isolado em um centro médico.

O cargo de governador do distrito de Caracas, nomeado diretamente pelo presidente Nicolás Maduro, é paralelo ao de prefeito. A capital venezuelana tem um sistema de governo especial desde que a Presidência, anos atrás, criou novo o cargo para tirar o poder da prefeitura das mãos da oposição.

Vivas exercia a administração dos órgãos e funcionários do governo de Caracas, além da direção, coordenação e controle das agências governamentais. O político era também membro da Assembleia Nacional Constituinte, um órgão composto unicamente por chavistas e não reconhecido pela comunidade internacional, razão pela qual foi sancionado por Estados Unidos e Canadá.

Parte dos venezuelanos o conheceu quando Vivas apresentou os atos da campanha de Hugo Chávez para as eleições de 2012, poucos meses antes da morte do antigo presidente por câncer.

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Nicolás Maduro encarregou Vivas, como líder do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), de organizar brigadas médicas compostas por copartidários – e não por médicos do Ministério da Saúde – para localizar casos de Covid-19.

Vários altos funcionários do governo anunciaram nas últimas semanas terem dado positivo para o novo coronavírus, entre eles Diosdado Cabello, número dois do PSUV e presidente da Assembleia Constituinte, Jorge Rodríguez, ministro de Comunicação e Informação, e Tareck El Aissami, ministro do Petróleo.

De acordo com dados oficiais, questionados pela oposição e por organizações de direitos humanos, que os consideram subvalorizados, a Venezuela, de 30 milhões de habitantes, acumulava até a quarta-feira 29.088 contaminações confirmadas e 247 óbitos por Covid-19. Contudo, a Venezuela superou na terça-feira os 1.000 novos casos diários pela primeira vez e atingiu novamente a marca na quarta.

O governo chavista declarou uma quarentena desde meados de março. O confinamento alterna períodos de “radicalização”, que obrigam o fechamento de negócios (com exceção de supermercados, farmácias e outros comércios considerados essenciais), e períodos de “flexibilização’, que permitem a reativação do restante dos setores.

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(Com EFE e AFP)

Fonte:
https://veja.abril.com.br/mundo/governador-do-distrito-de-caracas-e-aliado-de-maduro-morre-de-covid-19/