Dólar recua com volta de otimismo com reabertura econômica

Discurso de Jerome Powell, que reiterou que o Fed não está “sem munição”, aumenta o apetite dos investidores.

O dólar iniciou a semana em queda contra o real, em linha com o cenário global de maior apetite a risco. Nesta segunda-feira, 18, a expectativa por novos estímulos econômicos volta a ditar o bom humor do mercado, assim como os sinais de reabertura econômica na Europa e nos Estados Unidos. Às 9h40, o dólar comercial caía 1% e era vendido por 5,782 reais. O dólar turismo caía 2,3%, cotado a 6,01 reais.

Nos EUA, onde foram registrados o maior número de casos de coronavírus covid-19, a maior parte do país já está em processo de reabertura. Em Nova York, o estado mais afetado pela doença, a quarentena deve durar, pelo menos até junho, de acordo com o governador Andrew Cuomo. No entanto, é possível que algumas atividades retornem ainda antes. A Bolsa de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), por exemplo, deve retomar o pregão presencial antes do fim de maio.

Por lá, os investidores repercutem a entrevista do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao programa 60 Minutes, da CBS. Powell voltou a dizer que os impactos econômicos da pandemia devem ser profundos, mas que o banco central americano não está “sem munição”.

“O discurso do Powell teve duas interpretações. Dessa vez, o lado positivo acabou pegando mais”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti. Segundo ele, a sinalização de que os Estados Unidos podem injetar ainda mais dinheiro na economia serviu de gatilho para que os investidores corressem para ativos mais arriscados, como moedas de países emergentes.

No exterior, a moeda americana também perde força contra as divisas do México, Rússia, Índia, Turquia e África do Sul. O índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, caía 0,25%.

O dólar negociado no mercado interbancário fechou o último pregão, na sexta-feira, em alta de 0,33%, a 5,8392 reais na venda.

Nesta segunda-feira, o Banco Central realizará leilão de swap tradicional de até 12 mil contratos com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, para rolagem de contratos já existentes.

 

Fonte: Exame