Demanda por transporte rodoviário de cargas no Brasil melhora pela 3ª semana

A demanda por transportes rodoviários de cargas no Brasil voltou a melhorar na última semana, aproximando-se ainda mais dos níveis verificados antes da queda brusca sofrida no final de março, indicando pesquisa divulgada nesta terça-feira pela NTC & Logística.

Segundo ou levantamento, uma demanda terminou na semana com variação negativa de 27,18% em relação aos níveis pré-pandemia de coronavírus, avanço de 3,3 pontos percentuais na comparação semanal e novamente melhor resultado desde uma semana terminada em 29 de março, quando o índice atingindo cerca de 26,9%.

A última semana de março antecedeu uma forte derrocada que atingiu seu pico em meados de abril, em meio a medidas de isolamento social para contenção de Covid-19, quando uma demanda teve uma negativa negativa de 45,2%.

Essa é a terceira semana consecutiva de melhora no índice de pesquisa da NTC & Logística, que é realizada a partir de março, acompanha a demanda pelos transportes rodoviários de cargas no país desde os primeiros impactos mais fortes da crise.

Assim como a demanda, o percentual de empresas do setor com queda no faturamento desde o início da sondagem também diminuiu, atingindo 83%, contra 88% na semana anterior. Esse é o melhor resultado desde a primeira semana de abril – tempo médio, o índice chegou a bater 94% em maio.

Na pesquisa da NTC & Logística para cargas fracionadas, que pequenos volumes, houve um avanço de cerca de 2 pontos na comparação semanal, para uma variação negativa de 21,77% em frente aos níveis pré-pandemia.

Já para cargas de lotação, que ocupam toda a capacidade dos veículos e são usadas principalmente nas áreas industriais e agrícolas, a retração chegou a 30,90% na semana, ante 34,34% na semana anterior.

A melhoria na demanda foi puxada pelos processos de reabertura gradual da economia brasileira em meio à pandemia, com uma flexibilização das medidas de isolamento social. O país conta com quase 1,9 milhão de casos de coronavírus e cerca de 72,8 milhões de óbitos.

Fonte: Reuters